Acertamos as previsões! Como foi a campanha de 2020 para o campo progressista?

Bem, meus amigos. Os últimos dias foram muito corridos e intensos. Estou descansando após ajudar a eleger alguns candidatos, incluindo um prefeito, junto à equipe da BaseLab, mas achei um tempo aqui para fazer uma análise preliminar dos resultados da votação.

Colem aí que depois falo, orgulhosamente, sobre as campanhas vitoriosas em outro artigo. Agora, vou falar sobre sobre alguns aspectos das eleições de 2020. Gostaria da percepção de vocês também sobre os tópicos levantados, bora!?

Antes de tudo queria dizer aqui: eu avisei rs. No texto que publiquei aqui no LinkedIn no dia 27 de outubro, antecipei três tendências que têm sido repetidas por muitos analistas depois do resultado das eleições: o aumento da visibilidade e votos em mulheres, negros e população LGBTQIA+, com grande destaque para as pessoas trans. Ainda que muito dissipado e ainda tímida, o movimento progressista focado em identidades confirmou seu amadurecimento. A segunda tendência foi nossa preocupação nos territórios ocupados por milícias e pelo tráfico, onde imperou a boca de urna e a compra de votos, tendência que creio ainda ter sido intensificada pela crise econômica que veio com a pandemia. Já nosso terceiro ponto foi o aumento da abstenção, que impactou majoritariamente candidaturas de centro e levou o país a um recorde de abstenção na vota