As políticas públicas no pós-Covid 19

Atualizado: 20 de Ago de 2020


Por César Albenes de Mendonça Cruz


Os atuais prefeitos, e os próximos a serem eleitos em outubro deste ano, terão um desafio enorme para superarem as consequências do Covid-19. A crise econômica que já vinha se agravando no Brasil desde 2019, aprofundou ainda mais com a pandemia.


A economia praticamente parou, o desemprego se alastrou e o governo teve que intervir com bilhões de reais para estancar as consequências na preservação da vida dos brasileiros com a compra de insumos para a saúde, como respiradores e na construção de novos leitos com os hospitais de campanha. Em outras palavras um caos total, cuja recuperação se dará a longo prazo.


As estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2020 são os piores possíveis, com a diminuição da produção e da venda dos produtos produzidos internamente. Em consequência, a arrecadação dos impostos que se revertem em divisas para os Estados e Municípios vai despencar, acendendo a luz vermelha para a maioria dos municípios brasileiros que dependem dos recursos estaduais, como o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e de recursos federais como o IPI (Imposto sobre a Produção Industrial) que financia o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). A situação vai ser de muitas dificuldades a médio e longo prazo, entre três a cinco anos para conseguirmos nos recuperar aos níveis de 2018. Mesmo os Estados como o RJ e o ES que recebiam grandes recursos de royalties do petróleo, irão amargar baixa arrecadação devido a queda no preço internacional do barril de petróleo.

E o impac