Dinheiro gera voto! Mas como fazer campanha sem dinheiro?

Atualizado: 15 de Abr de 2021

Por Henrique Cançado


Existe uma grande suspeita de que o dinheiro seja a variável mais determinante na corrida eleitoral. No senso comum, essa suspeita também toma as conversas e observações, quem que trabalha com campanha e nunca ouviu “deve estar ganhando um dinheirão para fazer campanha pra fulano”? A ideia de que na política tem dinheiro também invade o imaginário popular.

Bom, o ponto é que quando se olham os dados recentes no Brasil, a constatação é simplista e trivial: gastar dinheiro está associado com as chances de vitória de um candidato. Uma pesquisa feita em 2012, encontrou que entre as despesas dos candidatos a deputado federal entre 2002 e 2010, os eleitos usaram 12 vezes mais recursos, em média. Na minha pesquisa de fim de curso em 2018, constatei que os vereadores eleitos de BH no ano de 2016 gastaram 9 vezes mais que os não-eleitos.

A pergunta que não quer calar para quem trabalha com projetos de candidaturas, mandatos e coordenando campanhas é se dinheiro importa tanto assim, como fazer um bom projeto sem recurso?

Alguns fatores devem pesar para “compensar” o fator financeiro, frente a grandes máquinas partidárias que recebem quantias financeiras altas. O primeiro deles deve ser sem dúvida nenhuma o PLANEJAMENTO. Campanhas que começam a se organizar há pelo menos um ano antes da eleição, tendem a potencializar outros recursos que podem criar condições menos desiguais com quem tem dinheiro, como por exemplo, a construção de uma base sólida de apoiadores.