A fuga dos grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e o impacto na política local

Artigo publicado originalmente no site do jornal O Estado de S.Paulo A falta de orientações por parte do governo federal, somada ao atraso na vacinação e à pandemia que já dura mais de um ano, têm levado muitas pessoas a buscarem de maneira temporária ou definitiva mudança de ares saindo de grandes centros urbanos.


O estudo “Potencial de Teletrabalho na Pandemia: um Retrato no Brasil e no Mundo”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrou que 22,7% dos empregos no Brasil podem ser realizados inteiramente em casa, o que atesta o potencial migratório desse momento, já que muitos ficam impactados pela possibilidade de uma vida com mais qualidade nas cidades menores.


Ainda que se saiba que a fuga das metrópoles por parte de quem está fazendo esse movimento durante a pandemia pode não ser duradoura, esse é um efeito que já pode ser notado, quem não tem um amigo ou familiar que por necessidade ou escolha saiu de grandes centros no último ano? Entendo que esse movimento tem consequências para a política dos municípios que estão recebendo esse fluxo.


Pesquisa da FEA-USP demonstra que 70% dos brasileiros gostariam de continuar trabalhando de casa e 11% foram indiferentes, ou seja, essa demanda continuará existindo.