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Estratégia de Dark Social: como usar na campanha

Por Débora Sadde


Dark Social é a internet que não pode ser monitorada pelos meios usuais, uma vez que o compartilhamento do conteúdo é feito por meio de canais privados e, portanto, não aparecem em ferramentas de análise. Grupos no Facebook, chats (Messenger, WhatsApp e Telegram) e direct do Instagram são exemplos desses canais. Na prática o Dark Social ocorre quando uma pessoa chega até você e até a sua campanha, através de link ou de uma conversa realizada em um desses canais privados.


Os candidatos e suas equipes devem pensar em formas de levar a sua campanha para dentro desses grupos privados e segmentados. Desconsiderar o poder do Dark Social pode ser um grande erro na estratégia eleitoral, pois ele pode ser infinitamente superior ao das redes sociais “normais”, também chamadas de Public Social. Afinal de contas, é muito mais provável que alguém chegue até a sua campanha por meio de um amigo ou de um grupo do qual participe, por exemplo.


O Dark Social é também uma oportunidade de conhecer melhor o perfil do seu eleitor, de saber o que tem sido discutido dentro desses grupos e criar novas formas de engajamento. Por isso, faça mapeamento de canais - grupos da cidade, do bairro, de interesses em comum do seu eleitor - nos quais a sua equipe possa atuar e veja como o material está sendo recebido.


Existem algumas formas de trabalhar a estratégia dentro da sua campanha. As mais comuns são:


1) Compartilhar um conteúdo já pronto, uma propaganda sua, dentro de um grupo.

Tomando sempre o cuidado para não ser inoportuno.


2) Iniciar uma conversa ou levantar uma discussão despretensiosa dentro de um grupo, para que as pessoas possam interagir, e, então, poder introduzir o candidato.


3) Criar um grupo próprio, que seja de interesse comum do seu público-alvo, e com pessoas que tenham interesse em participar. Essa estratégia pode ser melhor para campanhas maiores, com muitos colaboradores e multiplicadores.


Uma dica importante: Leve a sua mensagem de formas diferentes e adapte de acordo com o grupo no qual esteja interagindo. Às vezes um conteúdo amador, feito de forma proposital ou não, engaja mais do que aquele sofisticado. Pense também em conteúdos que as pessoas queiram compartilhar, levando a sua mensagem para mais e mais eleitores.


Vale ressaltar que o Dark Social é complementar e não substitui o planejamento de comunicação. Além disso, trabalhe com a verdade, sem uso de perfis falsos ou ataques à oposição.


O Dark Social é a chave para criar uma conexão entre a comunidade e o candidato, gerando lealdade e engajamento.


Débora Sadde é advogada e faz parte do Nossa Base, um projeto BaseLab para capacitação de profissionais que atuam em campanhas eleitorais. Ela está disponível para trabalhar em campanhas no Rio de Janeiro, Niterói e Região Sul Fluminense.

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É a primeira rede brasileira de profissionais eleitorais progressistas espalhados pelo Brasil.

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