Questões identitárias e a constante reinvenção do profissional de campanha

Por Antonio Banchik Dizer que o profissional de campanha eleitoral também precisa ser capaz de se adaptar e readaptar constantemente pode, e deve, soar um tanto redundante. As campanhas têm um objetivo claro: conseguir o maior número possível de votos. Para isso, a narrativa criada por toda a equipe acerca do material de campanha e do comportamento que o candidato deve seguir precisa acompanhar, a todo vapor, as tendências identitárias mais recentes que a conjuntura política e social impõe sobre nós, eleitores. “Acompanhar” não significa necessariamente compactuar, mas levar em conta -na formulação de estratégias de campanha- esses fatores que têm profundo impacto no campo da política e da sociedade civil, transformando drasticamente o governo de vários países.


Ondas ideológicas e as novas regras do jogo


Tais fatores podem ser exemplificados através de fenômenos como a “maré rosa”, ou “guinada à esquerda”, que ocorreu na América do Sul. Esse período foi marcado pela ascensão política de muitos chefes de Estado ligados à esquerda, começando no final da década de 1990 e chegando ao fim por volta de 20